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Durante muitos anos, o kart foi considerado a modalidade de entrada para o automobilismo. Como categoria-escola, formou quase todos os grandes pilotos que o Brasil já teve, e não parou de evoluir nestes mais de 40 anos de história no país.
Atualmente, o kart é visto, também, como uma categoria final, destinada a pilotos experientes que passaram, inclusive, por categorias de Fórmula ou Turismo, e que pretendem se manter na ativa gastando pouco e competindo com muita adrenalina.
Essa realidade tornou possível e um grande número de atletas ganhar a vida trabalhando exclusivamente com este esporte, seja como piloto contratado para o desenvolvimento de chassis e motores, seja como instrutor de novos talentos.
Naturalmente, antes de chegar a esse nível, o aspirante a piloto precisa adquirir experiência e acumular alguns bons resultados, como em qualquer esporte. E treinar muito.
A vantagem que as novas gerações de pilotos estão encontrando em relação aos atletas que competiram nos últimos anos é a drástica queda nos custos de participação do Campeonato Paulista de Kart, o mais tradicional do país e que, ao longo dos últimos 40 anos, é o que tem melhor preparado os pilotos para uma carreira vitoriosa na modalidade.
A máxima de que o kart é um esporte extremamente caro e acessível somente a quem tem alguns milhões de Reais na conta corrente é coisa do passado, principalmente para quem começa da forma correta e recebe a orientação de profissionais qualificados.
Portanto, se você pretende começar a competir, ou quer iniciar os treinamentos para participar do maior campeonato estadual do país, leia com atenção as dicas do Hexacampeão Brasileiro de Kart Paulo Carcasci, um dos maiores especialistas no assunto existentes no Brasil.
A experiência adquirida por ele será fundamental para encurtar o seu aprendizado, e vai ajudá-lo não só a chegar mais rapidamente às vitórias, mas também a economizar um bom dinheiro com treinos improdutivos. Confira.
Os primeiros passos
Há três grupos de pilotos iniciantes. O primeiro deles é formado por aqueles que nunca viram uma pista de corridas e um kart de perto. O segundo é composto por pilotos que já experimentaram um kart, mas ainda não se consideram aptos a competir. E o terceiro é reservado a quem já tem alguma experiência e conhece boa parte dos segredos do esporte, mas apenas treinou e nunca alinhou, de fato, para uma corrida.
Para o grupo mais abundante de iniciantes, que é aquele formado por pilotos que nunca pisaram em um kartódromo, minha dica é procurar uma escola de pilotagem ou um instrutor que já tenha sido piloto. Na escolinha você vai aprender como fazer a tomada de uma curva, como frear de maneira correta e como acelerar de forma a não perder tempo nas retomadas de velocidade. Essa teoria, aliada a aulas práticas, facilitará bastante o seu aprendizado e permitirá uma grande economia de custos em treinos pouco produtivos e desorientados.
O único cuidado a ser tomado no momento da escolha de um instrutor é a avaliação de suas credenciais. É importante aprender com quem já tenha sido, ou ainda seja, piloto de kart, porque só eles saberão exatamente o que acontece atrás do volante. Há muitos instrutores que nunca pilotaram e muito menos venceram corridas na modalidade, e que ministram cursos sem a devida experiência. Fuja dessas ciladas.
Eu ainda preciso de um instrutor?
Aos pretendentes a piloto que já experimentaram um kart, mas ainda não se consideram aptos a competir, meu conselho é parecido: busquem instrutores capacitados para acompanhar o seu treinamento. Isso vai encurtar o seu tempo de aprendizado e, naturalmente, os custos envolvidos na preparação para o campeonato.
Nessa fase é comum o piloto começar a acelerar mais forte, e é aí que surgem as quebras e os desempenhos abaixo da expectativa por excesso de ímpeto. E, com eles, os gastos com horas e horas de treinos desnecessários. Lembre-se que algumas características do kartismo são as mesmas de qualquer outro esporte. Por isso, um bom planejamento de carreira conta bastante.
Chegou a hora de competir – chassis
Já para os pilotos que acreditam não necessitar de instrutor, meu conselho é comprar um kart novo. Se o seu objetivo é competir, e se o seu bolso permitir, adquira um kart 0 km. Isso porque, é muito difícil alguém vender um kart usado que esteja em perfeitas condições para competição. Se estivesse, ele certamente continuaria sendo usado pelo piloto, já que a perda de performance é a única característica que condena um equipamento de competição.
Para comprar um kart 100% novo você pode procurar diretamente um dos três fabricantes homologados pela Confederação Brasileira de Automobilismo, que são a Kart Mini, a Birel Sudam e a Mega Kart. As três possuem sites na Internet, que podem ser acessados, respectivamente, pelos seguintes endereços www.kartmini.com.br, www.birel.com.br e www.mega.com.br.
Caso o seu orçamento não permita, existem várias lojas próximas ao Kartódromo de Interlagos que vendem equipamentos usados em bom estado, como a Kart Store, que também possui um site na Internet. A página é www.kartstore.com.br.
Chegou a hora de competir – motores
Com relação aos motores, atualmente o Campeonato Paulista de Kart utiliza os propulsores Biland, de 4 tempos, TM K9C, de 2 tempos e 6 marchas, Rok e Fireball, ambos de 2 tempos. Você pode entrar em contato diretamente com seus representantes no Brasil através dos sites www.biland.com.br, www.kartfireball.com.br, e www.rbc.com.br (para os motores TM K9 e Rok).
Para saber qual é a categoria mais indicada a você, escreva para o responsável pelo marketing e gestão do Campeonato Paulista através do endereço luigi@paulistadekart.com.br. Dessa maneira, poderemos direcioná-lo e, naturalmente, ajudá-lo a achar as melhores equipes para esta competição.
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